DIGA SIM À VIDA
DIGA SIM À VIDA desde a concecpção até à morte. No referendo do ABORTO lembre-se que o que está em causa é a vida ou a morte de uma vida humana.
Terça-feira, Janeiro 01, 2008
Sexta-feira, Novembro 30, 2007
A NOVA ENCICLICA "Spe salvi" (Salvos pela Esperança)
Bento XVI, dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente."O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança". O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.
Bento XVI considera que só é possível viver e aceitar o presente se houver "uma esperança fidedigna" e destaca a importância da eternidade, não no mundo actual - "a eliminação da morte ou o seu adiamento quase ilimitado deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível", mas como "um instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade".
"Deus é o fundamento da esperança, não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto".
A carta do Papa, hoje divulgada pelo Vaticano, defende que só Deus é a "verdadeira esperança" e aborda por diversas vezes a questão da "vida eterna", frisando que "ninguém se salva sozinho".O documento começa por apresentar um enquadramento teológico da esperança cristã, a partir dos textos bíblicos e dos testemunhos das primeiras comunidades eclesiais. O Papa apresenta ainda os ensinamentos de vários Santos da Igreja a respeito do tema da encíclica e escreve que "conhecer Deus" significa "receber esperança".
Depois de negar que Jesus tenha trazido uma mensagem "sócio-revolucionária", Bento XVI aborda a questão da evolução para afirmar que "a vida não é um simples produto das leis e da casualidade da matéria, mas em tudo e, contemporaneamente, acima de tudo há uma vontade pessoal, há um Espírito que em Jesus se revelou como amor".
O Papa cita, entre outros, Platão, Lutero, Kant, Bacon, Dostoievski, Engels e Marx para falar de esperança e de esperanças, de razão e liberdade, da construção de um mundo sem Deus que pretende responder aos anseios do ser humano.
Bento XVI diz mesmo que "não existirá jamais neste mundo o reino do bem definitivamente consolidado" e que mesmo as melhores estruturas "só funcionam se numa comunidade subsistem convicções que sejam capazes de motivar os homens para uma livre adesão ao ordenamento comunitário".
“Se não podemos esperar mais do que é realmente alcançável de cada vez e de quanto nos seja possível oferecerem as autoridades políticas e económicas, a nossa vida arrisca-se bem depressa a ficar sem esperança”.
Quanto ao progresso científico, a encíclica alerta para as "possibilidades abissais de mal" que se têm aberto e pede uma "formação ética do homem" para que este progresso não se transforme numa "ameaça para o homem e para o mundo".
"Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor", assinala, numa crítica às pretensões do pensamento moderno.
Numa linha de continuidade com a sua primeira encíclica, Bento XVI sublinha a dimensão comunitária da esperança e refuta as críticas de que a salvação proposta pela fé cristã seja "fuga da responsabilidade geral". "O amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro".

A segunda parte deste documento teológico apresenta uma série de lições, considerações mais práticas sobre a vivência da esperança.
O Papa indica que rezar “não é retirar-se para o canto da própria felicidade e que “o nosso agir não é indiferente diante de Deus” nem para “o desenrolar da história”. “A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.
Neste ponto, Bento XVI adverte quem optou pela indiferença perante o amor, a verdade ou o bem, assinalando que “não é a fuga diante da dor” que cura o homem.
“A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.
A nova encíclica acaba por fazer referência ao ateísmo e a quantos querem “um mundo que deve criar a justiça por sua conta”, esquecendo que “Deus sabe criar a justiça”.
O chamado “juízo final” surge, assim, como um “apelo à responsabilidade e como um resposta “à impossibilidade de a injustiça da história ter a última palavra”. Por isso afasta a ideia de uma restauração universal e fala de inferno e purgatório, porque “com a morte a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva”.
“Como cristãos, não basta perguntarmo-nos como posso salvar-me, devemos antes perguntar: o que posso fazer para que os outros sejam salvos e nasça, também para eles a estrela da esperança? Então, terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”.
Segunda-feira, Julho 16, 2007
Os desvarios dos Bloquistas
Fonte: Lusa
Fonte: Tó Carlos
Concordo plenamente.
Vamos apresentar uma queixa crime contra o governo quando for recusada uma operação em tempo útil...
Quinta-feira, Maio 31, 2007
Terça-feira, Março 20, 2007
Abrir as portas à Vida - Centro de Apoio à Vida e à família abriu ontem as portas e está disponível 24 horas por dia
“O trabalho que pretendemos realizar é mais global que o apoio estrito à maternidade”. “Sabemos que não vamos conseguir dar resposta a todas as solicitações mas queremos dar o máximo de respostas”.E são muitas as pessoas a procurar ajuda. Os problemas familiares, as jovens em situações complicadas de gravidez indesejada ou com rupturas familiares, mulheres vítimas de violência doméstica e que mesmo não conhecendo o Centro de Apoio à Vida, “conhecem outras instituições a quem pedem auxílio”.
Para além das situações de apoio imediato à maternidade “queremos organizar alguns cursos de formação, acompanhar as famílias, fazendo uma mediação”. “Não podemos deixar as pessoas sem resposta. Se nos procuram é porque de facto precisam, porque há situações que constituem um drama”.
Quarta-feira, Março 07, 2007
Requiem pelo "sim" moderado - Tiago Duarte *
A vitória do "sim" radical sobre o moderado é o exemplo acabado de que a revolução acaba sempre por engolir os seus filhos.Tantas vezes os defensores do sim repetiram que o que estava em causa não era o aborto livre a pedido da mulher que acabaram por convencer a maioria dos eleitores que foram votar. Foi aliás a ideia de que o aborto era um mal, que se combatia melhor no SNS do que no circuito do aborto clandestino, que levou a considerar a defesa do sim mais moderada do que em 1998, já que agora se reconhecia a existência de uma vida intra-uterina diversa da da mãe, razão pela qual também os defensores do sim se afirmavam contra o aborto, mesmo legal, pretendendo evitá-lo, ainda que não através da criminalização.
- Deve orientar-se pelo esforço de encorajar a mulher a prosseguir a gravidez e de lhe abrir perspectivas para uma vida com a criança.
- Deve ajudá-la a tomar uma decisão responsável e em consciência. A mulher deve ter a consciência de que o feto, em cada uma das fases de gravidez, também tem o direito próprio à vida e que, por isso, de acordo com o sistema legal, uma interrupção da gravidez apenas pode ser considerada em situações de excepção, quando a mulher fica sujeita a um sacrifício que pelo nascimento da criança é agravado e se torna tão pesado e extraordinário que ultrapassa o limite do que se lhe pode exigir.
A verdade é que, até à vitória do sim, não se ouviu uma voz, uma só, a dizer que o aconselhamento prévio obrigatório era humilhante para a mulher ou que a tentativa de a dissuadir a praticar um aborto fosse estigmatizante. Bem pelo contrário. O coro estava bem afinado e cantou a uma só voz a música previamente ensaiada. O aborto não é livre, o aborto não é um direito, o aborto é um mal foi o refrão repetido e trauteado um pouco por todo o país.
Onde estão agora esses tenores?
Onde estão esses protagonistas do sim moderado?
Ou, outras palavras, onde estava Alberto Martins?
É inquietante verificar como a vitória do sim levou a que logo começassem a cair as máscaras dos que se tinham fingido moderados, iniciando-se a campanha de "trotskização" dos verdadeiros moderados, que nunca mais apareceram. Dão-se alvíssaras a quem encontrar, nos dias que correm, os protagonistas do sim moderado, de Maria de Belém a Oliveira e Silva.
- Afinal o aborto tem mesmo de ser livre, para não se desrespeitarem os resultados do referendo, dizem agora os que andaram calados durante a campanha. Afinal o aconselhamento tem de ser facultativo, neutro e não directivo, não podendo ter por objectivo tentar demover a mulher que queira fazer um aborto.
- Afinal o aborto é mesmo um direito da mulher que não pode ser condicionada de forma nenhuma, dizem os que o negavam ontem. Só não se percebe porque é que o próprio período de reflexão não é também facultativo, para não estigmatizar a mulher face aos actos médicos não sujeitos a tal retardamento.
É preciso dizer que o que se está a passar assume os contornos de uma autêntica burla política, sobretudo para os que acreditaram no que lhes foi dito vezes sem conta e acabaram por votar sim. É que para os defensores do não qualquer lei que venha a ser aprovada e que permita à mulher decidir livremente sobre a vida do feto será sempre uma má lei, estando em causa apenas (e não é pouco) procurar o mal menor. São, pelo contrário, os defensores do sim moderado, agora amordaçados ou sequestrados, os verdadeiros enganados nesta história.
A vitória do sim radical sobre o sim moderado é o exemplo acabado de que "a revolução acaba sempre por engolir os seus filhos". À frente vão os românticos, os ingénuos, os bem-intencionados, os compreensivos, os verdadeiros e os puros. Depois, aparecem os poderosos, os calculistas, os falsos e os dissimulados.
Terá de ser sempre assim?
* Professor de Direito Constitucional, UNL
Sábado, Fevereiro 24, 2007
Perguntas pós-referendo
Dum lado foi longamente explicado que se tratava apenas de respeitar as decisões da mulher sem a mandar para a cadeia. Do outro argumentou-se que a conversa do sim era só parte da questão. O que estava em causa era sim ou não ao aborto, sim ou não à vida.
Mais de 50% dos eleitores não compareceu. Os que foram às urnas, do Norte, Centro ou Sul, decretaram a vitória do sim. Isto é, a maioria dos que votaram.
Logo foram tiradas ilações pelo governo: assim sendo, vamos legislar o sim. Transformar, com carácter de urgência, o político em jurídico. E surgem de imediato, divisões no sim:
- Pausa para reflexão da mulher? Aconselhamento?
- Capacidade de resposta dos hospitais?
- Objecção de consciência dos médicos? Alteração do Código Deontológico?
- Vinculação jurídica ou política? Constitucionalidade ou não?
- Aprovação pelo Presidente da República?
- Capacidade técnica de acorrer aos pedidos de aborto?
- Prioridades adiadas na saúde?
- Entrega ou não à medicina privada?
O canto de vitória foi mais partidário que ideológico. Muitos “defensores da mulher”, pelo que se percebeu só a defendem nesta circunstância. As concepções que publicamente sustentam de sexualidade, casamento descartável, exploração comercial da mulher, fazem desconfiar de humanismos circunstanciais muito distantes da defesa da dignidade da mulher.
A Igreja em Portugal também se interroga:
- que pensam os 97,5 de portugueses que se declaram católicos, em questões de moral familiar?
- Que jogos de consciência individual esconde este referendo?
- Terão sido mesmo os católicos que disseram não? Ou, na dúvida, se desculparam com o dia chuvoso de Fevereiro, como o haviam feito num dia escaldante de Verão em Junho de 1998?
Seria bom que antes de tantas respostas prontas e interesseiras, todos nos interrogássemos, passado serenamente algum tempo sobre o referendo de 2007. Para alguns o resultado do referendo foi uma vitória do progresso e da modernidade. Ou será, como diz Humberto Eco no seu último livro que “a história se está a enrolar em si própria, caminhando velozmente a passo de caranguejo”?
O tema está em aberto e o diálogo precisa ser continuado com as pontes possíveis nas convergências fundamentais.
António Rego
Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007
Em Portugal aumentam os despedimentos de mulheres gávidas
O despedimento de mulheres grávidas continua a aumentar em Portugal. Em 2006, nas 1690 intervenções da Inspecção-Geral do Trabalho (IGT), no âmbito de trabalhadoras grávidas, foram instaurados quatro processos de contra-ordenação contra empregadores que violaram as normas de direito ao trabalho destas mulheres.
Em declarações ao «Jornal de Notícias», o inspector-geral do Trabalho, Paulo Morgado, explicou que desde que o novo Código do Trabalho entrou em vigor, a IGT instaurou 46 processos de contra-ordenação a empregadores.
Também todos os anos aumentam as queixas na Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego (CITE), de trabalhadoras grávidas que afirmam ser discriminadas pelos patrões. De acordo com a presidente do organismo, Fátima Duarte, a situação «ocorre em todos os sectores da vida económica» e sempre «durante o período fértil da mulher». A responsável garante ainda que «não se nos afigura que este número esteja a diminuir, uma vez que os pedidos de parecer prévio solicitados à CITE tem vindo a aumentar».
O problema começa também a chegar ao Parlamento e nos últimos dias deputados do PS exigiram explicações ao ministro do Trabalho e da Segurança Social, Vieira da Silva.
ONDE ESTÃO AGORA OS DEFENSORES DO SIM?
Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007
O NOVO CONTEXTO DA LUTA PELA VIDA
Reunida em Assembleia extraordinária, após o habitual retiro, a Conferência Episcopal Portuguesa, na sequência do referendo de 11 de Fevereiro, decidiu propor algumas reflexões pastorais aos cristãos e à sociedade em geral.
Reconhecemos, também, que esta realidade social, em muitas das suas manifestações, tem posto a descoberto, em vários aspectos, alguma fragilidade do processo evangelizador, mormente em relação aos jovens. A nossa missão pastoral, por todos os meios ao nosso alcance, tem de visar este fenómeno da mutação cultural, pois só assim ajudaremos a que os grandes valores éticos continuem presentes na compreensão e no exercício da liberdade.
O debate do referendo esteve centrado na justeza de um projecto de lei que, ao procurar despenalizar, acaba por legalizar o aborto. A partir de agora o nosso combate pela vida humana tem de visar, com mais intensidade e novos meios, os objectivos de sempre: ajudar as pessoas, esclarecer as consciências, criar condições para evitar o recurso ao aborto, legal ou clandestino. Esta luta deveria empenhar, progressivamente, toda a sociedade portuguesa: Estado, Igrejas, movimentos e grupos e restante sociedade civil. E os caminhos para se chegar a resultados positivos são, a nosso ver: a alteração de mentalidades, a formação da consciência, a ajuda concreta às mães em dificuldade.
Faz parte dessa missão evangelizadora o esclarecimento das consciências. A Igreja respeita a consciência, o mais digno santuário da liberdade. Não a ameaça, nem atemoriza, mas quer ajudar a esclarecê-la com a verdade, pois só assim poderá exprimir a sua dignidade.
Esta verdade iluminadora das consciências provém de um sadio exercício da razão, no quadro da cultura; é-nos revelada por Deus, que vem ao encontro do ser humano; é património de uma comunidade, cuja tradição viva é fonte de verdade, enquadrando a dimensão individual da liberdade e da busca da verdade. Para os católicos, a verdade revelada, transmitida pela Igreja no quadro de uma tradição viva, é elemento fundamental no esclarecimento das consciências.
Aos católicos que, no aceso deste debate, se afastaram da verdade revelada e da doutrina da Igreja, convidamo-los a examinarem, no silêncio e tranquilidade do seu íntimo, as exigências de fidelidade à Igreja a que pertencem e às verdades fundamentais da sua doutrina.
Aos fiéis católicos lembramos, neste momento, que o facto de o aborto passar a ser legal, não o torna moralmente legítimo. Todo o aborto continua a ser um pecado grave, por não cumprimento do mandamento do Senhor, “não matarás”.
Apelamos aos médicos e profissionais de saúde para não hesitarem em recorrer ao estatuto de “objectores de consciência” que a Lei lhes garante.
Às mulheres grávidas que se sintam tentadas a recorrer ao aborto, aos pais dos seus filhos, pedimos que não se precipitem. A decisão de abortar é, na maior parte dos casos, tomada em grande solidão e sofrimento. Um filho que, no início, aparece como um problema, revela-se, tantas vezes, como a solução das suas vidas. Tantas mulheres que abortaram sentem, mais tarde, que se pudessem voltar atrás teriam evitado o acto errado. Abram-se com alguém, reflictam, em diálogo, na gravidade da sua decisão.
Uma das novidades da campanha do referendo foi o facto de muitos defensores do “Sim” – a começar pelo Governo da Nação, que se quis comprometer numa questão que não é de natureza estritamente política – afirmarem ser contra o aborto, quererem acabar com o aborto clandestino e diminuir o número de abortos. Registamos esse objectivo, mas pensamos que o único caminho eficaz e verdadeiramente humano é avançarmos significativamente na formação da juventude e no apoio à maternidade e à família. Não poderemos esquecer que, no quadro social actual, a maternidade se tornou mais difícil. No actual contexto das nossas sociedades ocidentais só se chegará a uma política equilibrada de natalidade com um apoio eficaz à maternidade, com particular atenção à maternidade em circunstâncias difíceis e, por vezes, dramáticas.
No que à Igreja diz respeito, continuaremos a incluir esta acção de acolhimento e ajuda às mães entre as nossas prioridades. Mas para que esta acção seja eficaz, precisa-se da convergência de todos, Estado e sociedade civil. Demo-nos as mãos para acabar com o aborto e tornar a lei, que agora se vai fazer, numa lei inútil.
Fátima, 16 de Fevereiro de 2007
Terça-feira, Fevereiro 13, 2007
Corrida ao negócio do Aborto - rendimentos avaliados em 9 milhões de euros/ano
Se a lei avançar, sobem os custos para o Serviço Nacional de Saúde.
Para alguns especialistas, com os constrangimentos subjacentes ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), a alternativa terá mesmo de ser o privado. O cenário esperado é, pois, a abertura de mais clínicas, como a espanhola de Los Arcos ou Mary Stopes Internacional que, mesmo antes de conhecidos os resultados do referendo, tinham já promessa feita de abrir portas ainda no decorrer deste ano.
Domingo, Fevereiro 11, 2007
Depois do referendo, pela Vida
Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007
TALVEZ, VOTE NÃO

TALVEZ, VOTES NÃO
Já pensou?

Já pensou… o Governo, para aliviar os tribunais, aprovou uma Lei para não levar a tribunal os crimes até 3 anos (um deles o aborto)? Já pensou que se antes ninguém foi para a prisão por aborto, agora é que não vão mesmo ainda que aborte muito depois das 10 semanas?
Já pensou… se anda a falar de prisão e humilhação, mas o que verdadeiramente vai acontecer é legalizar-se a indústria privada do aborto?
Sabia que… José Magalhães, deputado do PS e uma das pessoas que escreveu a pergunta do referendo, diz que o objectivo da lei do aborto foi facultar a «criação e funcionamento legal de estruturas privados de IVG (…)?
Já pensou… o Governo fechou maternidades, aumentou as taxas moderadoras, e agora quer financiar clínicas espanholas de aborto?
Já pensou que… se o SIM ganhar Portugal, China e a Coreia do Norte vão ser os países em que o aborto é totalmente livre, sem tempo de reflexão, realizado em adultos e menores (em quase todos os países onde o aborto é legal a mulher que deseja abortar tem de pagar, é informada das alternativas e riscos e tem de se sujeitar a um tempo de reflexão), e pago na hora pelos impostos de todos?
Já pensou que… se o SIM ganhar uma menor de idade não pode comprar álcool nem tabaco, mas pode abortar gratuitamente sempre que quiser?
Sabia que… de acordo com um estudo de 2004, mais de metade (59%) das presas de três cadeias do Texas afirmou que o que as levou à criminalidade foi terem feito um aborto?Sabia que… apesar de não haver mulheres presas por aborto, metade das presas portugueses já abortou? Sabia que a maioria delas abortou com menos de 20 anos, antes de terem entrado na criminalidade?
Sabia que… nos países onde se legalizou o aborto se deu um aumento brutal dos casos de violência sobre crianças?
Já pensou que… os defensores do SIM nunca tomaram iniciativas para apoiar as mulheres, as famílias, e as crianças?
Já pensou que… a pergunta do referendo fala em aborto por opção da mulher mas nos países que despenalizaram o aborto a maioria das mulheres aborta só porque é pressionada pelo companheiro, pela família ou pelo patrão?
Já pensou que… ao liberalizar o aborto pode ser agora sobre a sua filha, a sua neta, ou sobre si, que vai começar a pressão, a chantagem, ou a violência para que aborte?
Já pensou que… as pessoas não querem mulheres a ser julgadas por aborto, mas a pergunta fala de «despenalização do aborto» e não de «despenalização da mulher que fez aborto»? Já viu que se o SIM ganhar temos despenalização» do homem, do patrão, do médico que pressionam a mulher a abortar?
Já pensou que… os malefícios do aborto (como a depressão) ocorrem tanto no aborto clandestino como no legal? Sabia que a taxa de suicídio aumenta 1000% nas jovens que fizeram um aborto? Já pensou que 30% das mulheres que abortam tentam suicidar-se pelo menos uma vez?
Sabia que……às 10 semanas de gravidez, o filho está completo, tem os órgãos a funcionar responde a estímulos, tem expressões faciais e já tem partes do corpo sensíveis à dor?
«Á primeira actividade cerebral de resposta a estimulas de dor pode ser registada entre a nona e a décima semana.»
«Na sétima semana o bebé vira e afasta a cara de qualquer estimulo na mesma manobra defensiva que pode ser observada ao longo de toda a vida de uma pessoa. »
Sabia que… …há uma educadora de infância por cada 16 crianças e que 16 mil abortos por anos são mil educadoras que ficam sem emprego? Viu como nos EUA bastaram 10 anos para que uma em cada 3 crianças fosse abortada?
Já pensou que… …nunca uma mulher se arrependeu de ter escolhido levar a gravidez até ao fim? Já pensou que ajudar mães a ter os filhos e gerar emprego é juntar o útil ao agradável?
Já pensou que… em Portugal a procura de crianças para adoptar é muito superior à oferta?
Já pensou que… depois de aumentar o IRS para reformados e deficientes, depois de baixar a comparticipação dos medicamentos, o Governo vai-lhe cobrar mais impostos para financiar o aborto livre nas clínicas?
Já pensou que é melhor não passar ao Lado do referendo?

se é assim então é melhor votar NÃO?
Ignorar é o pior remédio, passe a palavra…
Estes dados foram tirados de pesquisas nos EUA. e são de fonte segura…
Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007
Desde 1998 não ficou tudo na mesma
O Sim voltou a insistir na ideia, já usada em 1998, de que com o Não fica tudo na mesma.Acontece que desde 1998, em que o Não ganhou, não ficou tudo na mesma:
- Muitas associações foram fundadas (em muitos casos por apoiantes do Não) e muitas associações ajudaram milhares de mães em situações de gravidez dramática.
- Foram propostas, e recusadas, alternativas legais que, concorde-se ou não, permitiriam uma verdadeira despenalização, em vez da liberalização.
- Apesar da limitada intervenção do estado, houve muito mais informação sobre planeamento familiar e prevenção.
- Não voltaram a ser presas mulheres por aborto. Nem uma.
- Não há registo de qualquer morte por aborto. Curioso aliás como o DN ontem teve que ir buscar um caso de complicações por aborto clandestino em 1967 e hoje a Visão nos apresenta como capa dramática um caso de 1998 (antes do anterior referendo) e menciona apenas outro caso de 2000 onde a autópsia efectuada não encontrou relação causa-efeito com o processo de aborto.
Claramente não ficou tudo na mesma e claramente não vai ficar tudo na mesma (http://www.caritas.pt/guarda/ - "Nascer" - Centro de Apoio à Vida).
O Não permite continuar a trabalhar todos os aspectos de prevenção do aborto.
O Sim limita-se a deixar de considerar que o problema é um problema (porque legal e livre), libertando a consciência da sociedade da pressão que sente para tratar estas questões.
É preciso, também por isto, votar Não
Pedro Geada
Quarta-feira, Fevereiro 07, 2007
27 boas e verdadeiras razões para se votar sim no referendo do aborto
Porque é um dever a menos que suportamos
Porque os países civilizados têm
Porque é sinal de modernidade
Porque a Igreja é contra
Porque é mais uma causa
Porque o Estado alguma vez é meu amigo
Porque é o principal problema deste país
Porque assim está-se mais à vontade
Porque, pela 1ª vez, se pode ter "desvios" sem impunidade
Porque temos que compensar as mulheres da violência doméstica
Porque assim controlo melhor o meu destino
Porque a barriga é minha e só lá está quem eu deixo
Porque já andamos nisto há uma porrada de tempo
Porque, ao menos, dão-me prioridade uma vez na vida.
Porque eu choro e os fetos não choram
Porque até fica bem no currículo
Porque eu não sei o que isso do amor maternal
Porque me convém
Porque eles não querem assumir
Porque eu, mãe, quero vingar-me do pai
Porque é mainstream
Porque eu quero
Porque é da esquerda ou da direita moderna (neo-liberal)
Porque ele não fala nem vê e eu sou mais forte
Porque é mais um passo
Porque sim
Sábado, Fevereiro 03, 2007
"Quem ajuda para matar também ajuda para viver" - Helena Silva aponta o seu caso como exemplo de sacrifício
Do alto dos 11 anos que leva de "luta" pela vida do filho que sofre de doença crónica, aponta os pecados de todos quantos "querem fugir às suas responsabilidades". Lembra, também, as responsabilidades do Estado, na ajuda aos cidadãos que mais necessitam e defende que não pode enveredar pela via mais fácil.
Falsas questões
"Desde 1980 que a lei já prevê o aborto em casos de deficiência. Como podem alegar que não podem dar condições às crianças, quando eu pude, sem qualquer apoio, como ainda hoje reclamo?"
Custa-lhe perceber os argumentos dos defensores do "sim". Não aceita que estejam a "preparar para abrir clínicas de aborto, quando acabam de fechar maternidades" e, na sua forma simples de abordar a vida, sustenta que "quem ajuda para matar também pode ajudar para viver".
Desmonta, também, os argumentos dos que apontam exemplos do estrangeiro e lembra que, nos Estados Unidos, "um nascimento custa à mãe cerca de dez mil dólares, caso não tenha seguro, pelo que a responsabilidade é de cada um".
Assim, como solução, defende que o Estado deve deixar de contribuir com abonos de família e rendimentos mínimos "tantas vezes mal aplicados", canalizando as verbas "para instituições que apoiem as mães sem possibilidades".
Cáustica em relação às mulheres que defendem o aborto, Helena Silva rebate o perfil de "heroínas" que tantas vezes lhes surge associado. "Por que engravidaram e depois decidem não ter sacrifícios? Isso é demasiado fácil. Não sabem o que é sentir o sofrimento de ter de salvar, todos os dias, uma criança", remata.

